segunda-feira, 9 de julho de 2007

...NO MANGUE


Ser em forma de pássaro
com cabeça de mulher,
que atraía os navegantes
para os baixios do mar
com a maviosidade do seu canto,
é a sereia da mitologia grega.

Metade mulher,
metade peixe é a da mitologia nórdica.

A sereia do mar também é Iemanjá.
Nos rios e lagos,
mãe-d’água, iara, uiara.

Uma presença feminina
em pesquisas da fenomenologia biótica
gerou, na espontaneidade do povo das águas,
a visão menos surrealista de sereia:
Nem metade pássaro nem metade peixe.

Ou, possivelmente, pelo dizer do Aurélio,
mulher sedutora.
Nos corredores de saraíbas
Dos mangues da costa oeste do Ceará,
a corporificação simbiótica
das formas
real e fantástica

Nenhum comentário: