Ser em forma de pássaro
com cabeça de mulher,
que atraía os navegantes
para os baixios do mar
com a maviosidade do seu canto,
é a sereia da mitologia grega.
Metade mulher,
metade peixe é a da mitologia nórdica.
A sereia do mar também é Iemanjá.
Nos rios e lagos,
mãe-d’água, iara, uiara.
Uma presença feminina
em pesquisas da fenomenologia biótica
gerou, na espontaneidade do povo das águas,
a visão menos surrealista de sereia:
Nem metade pássaro nem metade peixe.
Ou, possivelmente, pelo dizer do Aurélio,
mulher sedutora.
Dos mangues da costa oeste do Ceará,
a corporificação simbiótica
das formas
real e fantástica

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